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A Prefeitura Municipal de Andradina acompanha de perto as falhas registradas na coleta de lixo doméstico e reciclável na cidade. As reclamações da população têm sido constantes, principalmente quanto aos atrasos na coleta, lixo acumulado nas ruas e problemas sanitários provocados pelo descarte irregular. O tema foi esclarecido em entrevista concedida pelo secretário de Governo e também secretário de Administração do município, Ernesto Junior, à Rádio Metrópole.
Segundo o secretário, desde o mês de dezembro a administração municipal vem enfrentando dificuldades com a empresa responsável pela coleta. Ele explica que, naquele período, houve um aumento significativo na quantidade de lixo produzido na cidade, o que, de certa forma, gerou uma margem inicial de tolerância.
“Em dezembro, a quantidade de lixo praticamente dobra. Hoje o contrato prevê quatro caminhões em operação, um caminhão reserva e um caminhão específico para a coleta seletiva. Mesmo assim, já naquele período começamos a cobrar e notificar a empresa pelos atrasos”, afirmou.
Antônio da Silva destacou que, com a chegada de janeiro e a normalização do volume de resíduos, os problemas não deveriam continuar. No entanto, as falhas persistiram. A empresa alegou quebra de caminhões e falta de peças, justificativas que, segundo o secretário, não podem ser aceitas como rotina.
“A coleta de lixo é um serviço essencial. Não dá para a cidade ficar um, dois dias sem recolhimento. Um único dia de atraso já causa transtornos em toda a cidade, com riscos de proliferação de insetos, mau cheiro e problemas de saúde pública”, reforçou.
A Prefeitura informou que já notificou a empresa diversas vezes e aplicou autuações, inclusive em casos de caminhões que derramaram chorume pelas vias públicas. A fiscalização tem sido intensificada, com acompanhamento direto da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente. O secretário da pasta, Fabrício, segundo Ernesto, tem atuado inclusive aos finais de semana para monitorar a operação.
O secretário também esclareceu que o contrato prevê caminhões com até cinco anos de uso. Os veículos utilizados pela empresa foram adquiridos em 2021 e estão próximos do limite contratual. Quando ocorrem quebras, caminhões mais antigos acabam sendo locados temporariamente, o que não atende plenamente às exigências do contrato.
Diante da situação, o secretário foi categórico ao afirmar que a Prefeitura não descarta o rompimento do contrato caso o serviço não melhore.
“Se entendermos que a empresa não está cumprindo o contrato, podemos romper. Mas isso não é feito de um dia para o outro. Existe um trâmite legal, uma licitação, um pregão eletrônico. Não podemos agir de forma irresponsável e depois responder por improbidade administrativa”, explicou.
Ele ressaltou ainda que a atual empresa é de Andradina e que a Prefeitura torce para que ela se reorganize e volte a prestar um serviço de qualidade. No entanto, se isso não acontecer, outras empresas já estão sendo mapeadas para uma eventual substituição.
“A população pode ter certeza de que estamos cientes do problema, estamos fiscalizando, notificando e cobrando. Se não houver solução, vamos tomar as medidas necessárias para garantir uma coleta eficiente, que é de interesse de toda a cidade”, concluiu.