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Coordenador do programa, Samora Machel, detalha funcionamento das oficinas culturais, critérios para utilização de prédios públicos e destaca mais de 700 alunos atendidos gratuitamente.
Diante dos recentes questionamentos sobre a utilização de espaços públicos para a realização das atividades do Projeto Artetude, a coordenação do programa esclareceu como funciona a iniciativa cultural desenvolvida pela Prefeitura de Andradina, por meio da Secretaria de Turismo, Esportes, Cultura, Lazer e Juventude.
Em entrevista, o diretor de Cultura e coordenador do projeto, Samora Machel, explicou que o Artetude é uma iniciativa municipal voltada à democratização do acesso à cultura, oferecendo oficinas gratuitas em diversos bairros da cidade.
Segundo Samora, o projeto existe há mais de quatro anos e, atualmente, é administrado integralmente pelo município. Antes, a gestão era realizada por uma empresa terceirizada contratada para coordenar as atividades e os profissionais envolvidos.
“Hoje o projeto é 100% gerido pelo poder público municipal. Nosso objetivo é levar cultura para perto das pessoas, oferecendo atividades gratuitas e acessíveis para crianças, jovens e adultos”, afirmou.
Atualmente, o Artetude atende mais de 700 participantes e trabalha com a meta de alcançar mil alunos nos próximos meses. O programa oferece diversas modalidades culturais, entre elas:
As atividades são ministradas por mais de dez profissionais credenciados por meio de edital público. Os professores atuam como prestadores de serviço e são remunerados pela Prefeitura conforme a carga de aulas ministradas, sem qualquer cobrança aos participantes.
“O acesso é totalmente gratuito. Basta procurar a Secretaria de Cultura para realizar a inscrição e verificar a disponibilidade das oficinas”, destacou o coordenador.
Um dos principais objetivos do Artetude é descentralizar o acesso à cultura. Por isso, além das atividades realizadas no Centro Cultural, as oficinas são levadas para diversos bairros de Andradina.
Atualmente, as ações já alcançam localidades como Planalto, Paranápolis e outras regiões da cidade, utilizando espaços públicos próximos às comunidades atendidas.
A proposta é facilitar o acesso da população às atividades culturais, evitando deslocamentos até a região central do município.
Durante a entrevista, Samora também esclareceu dúvidas sobre a utilização de escolas, creches e outros prédios públicos para a realização das oficinas.
Segundo ele, todas as atividades acontecem mediante autorização prévia e em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e demais órgãos da administração.
Antes da implantação de qualquer oficina, a Secretaria de Cultura formaliza a solicitação do espaço e define, em conjunto com diretores e responsáveis, os horários disponíveis. As atividades são realizadas apenas em períodos em que não há utilização escolar ou conflitos com outras ações públicas.
“O objetivo é aproveitar espaços já existentes para levar arte e cultura aos bairros, sempre de forma organizada e dentro dos procedimentos administrativos”, explicou.
De acordo com a coordenação, o projeto tem gerado resultados positivos em diversas comunidades, especialmente em bairros mais afastados da região central.
Relatos de moradores apontam benefícios relacionados ao bem-estar, à convivência social e à ocupação saudável do tempo livre por crianças, adolescentes e adultos.
A participação feminina nas oficinas de dança também tem sido um dos destaques do programa, fortalecendo ações de integração e qualidade de vida nas comunidades atendidas.
Além das oficinas culturais do Artetude, a Secretaria de Turismo, Esportes, Cultura, Lazer e Juventude mantém programas esportivos gratuitos para a população.
Entre as modalidades oferecidas estão:
As inscrições podem ser realizadas diretamente junto à Secretaria, que orienta os interessados sobre horários, locais e vagas disponíveis.
Ao final da entrevista, Samora agradeceu a oportunidade de esclarecer as dúvidas da população e reforçou que todas as ações desenvolvidas pelo Artetude seguem critérios administrativos e têm como finalidade ampliar o acesso à cultura nos bairros de Andradina.
A coordenação também destacou que oficinas com baixa procura podem ser remanejadas para outras regiões da cidade, garantindo melhor aproveitamento dos recursos públicos e ampliando o atendimento à população interessada.
Com mais de 700 alunos atendidos e presença em diversos bairros, o Projeto Artetude segue como uma das principais iniciativas de promoção cultural gratuita do município.